Nova Friburgo tem vereador pedindo apuração do MP sobre esporotricose
Cláudio Damião cobra atuação da Sebea após alta de 84% nas notificações da doença em animais no município
O vereador Cláudio Damião (PT), presidente da Comissão de Proteção e Bem-Estar Animal da Câmara Municipal de Nova Friburgo, encaminhou nesta semana pedido de apuração ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) sobre possível omissão do município no enfrentamento da esporotricose. O pedido foi motivado pelo aumento expressivo de casos da doença registrados na cidade neste ano.
Até 11 de agosto, Nova Friburgo somou 169 notificações de esporotricose em animais. Desse total, 166 eram gatos e três eram cães. O número já supera os 92 registros contabilizados em todo o ano passado, o que representa um aumento de aproximadamente 84% na comparação entre os dois períodos.
Somando os registros de 2025 e 2026, o levantamento chega a 261 animais notificados no município. Do total, 256 eram gatos, o equivalente a cerca de 98% dos casos, e cinco eram cães. A distribuição geográfica mostra concentração nas áreas urbanas: 237 notificações ocorreram nessas regiões, 17 em áreas rurais e sete em áreas periurbanas.
Ao justificar o pedido de apuração, Cláudio Damião afirmou que não via outra saída a não ser recorrer ao Ministério Público. Segundo o vereador, a Secretaria de Bem-Estar Animal (Sebea) não está à altura de sua importância para resolver os problemas que vêm atingindo a cidade no que diz respeito à esporotricose. Ele também destacou que a doença não afeta apenas animais: de 2021 até agora foram registrados 69 casos de esporotricose em humanos no município. Para o vereador, esse número é motivo de sobra para que haja mobilização das secretarias responsáveis para eliminar a doença de Nova Friburgo.
Além do pedido ao MPRJ, a Câmara Municipal aprovou por unanimidade um requerimento de informação de autoria do vereador. O documento cobra da Sebea e da Vigilância em Saúde dados sobre óbitos, atendimentos realizados e suporte oferecido a protetores de animais que lidam com casos da doença.
Em resposta à comissão da Câmara, a Secretaria de Bem-Estar Animal informou que realiza ações de orientação à população por meio de atendimento presencial e telefônico, com acompanhamento de médico-veterinário. Já a Vigilância em Saúde mantém a distribuição gratuita do antifúngico Itraconazol, usado no tratamento da doença.
Com informações de A Voz da Serra.
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Matéria produzida pela redação com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes oficiais, e revisada antes da publicação.











