Nova Friburgo busca selo de Indicação Geográfica para lingerie
Pedido está em análise no INPI e deve levar cerca de um ano para sair o parecer sobre a Capital da Lingerie
Nova Friburgo formalizou pedido de reconhecimento oficial como Capital da Lingerie por meio do selo de Indicação Geográfica (IG). O processo está em análise no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e a expectativa é de que o parecer seja concluído em cerca de um ano.
O pedido é resultado de parceria entre Sebrae Rio, Sindvest, Faperj e o Núcleo de Pesquisa em Turismo da Afya Unigranrio. A iniciativa reuniu a elaboração de um dossiê técnico com documentos que comprovam a reputação da cidade no setor, a delimitação da área geográfica do polo produtivo e a atuação dos fabricantes envolvidos.
Segundo a coordenadora do Sebrae Rio em Nova Friburgo, Fernanda Gripp, o trabalho vem sendo estruturado há cerca de dois anos. ‘O Sebrae Rio tem dado apoio técnico há dois anos para conseguirmos, de fato, dar entrada na solicitação junto ao INPI. É preciso um dossiê com comprovação da legitimidade do requerente, comprovação da área geográfica, documentos de reputação, entre outros’, afirmou.
Para Fernanda Gripp, o selo representa um passo além do reconhecimento que a cidade já tem no país. ‘Traz divulgação, valorização do produto, cria a identidade efetiva da lingerie produzida na nossa região, que já é reconhecida nacionalmente, mas agora vai ter a chancela do INPI’, disse.
O polo de lingerie de Nova Friburgo e região reúne mais de 4 mil empresas e responde por cerca de 35% da produção nacional do setor. Os números dão dimensão ao peso econômico que está por trás do pedido de indicação geográfica, hoje concentrado na análise técnica do órgão federal responsável pelo registro.
A analista de relacionamento empresarial e sindical Juliana Unhe destacou o caráter estratégico do processo. ‘O polo produtivo de lingerie de Nova Friburgo e região tem mais de 4 mil CNPJs do segmento de confecção. Esse selo de indicação geográfica é um marco estratégico que transforma a percepção do setor e tem um ativo econômico mensurável’, afirmou.
Juliana Unhe também apontou o que muda para quem compra o produto depois que o selo for concedido. ‘No momento em que tiver esse selo, além do consumidor ter em mãos um produto com a certeza de origem, ele terá a confiança de que é um produto de qualidade, que veste bem e que carrega a expertise de uma região especializada’, disse. Até a conclusão do parecer do INPI, o processo segue em tramitação, sem prazo definido além da estimativa de cerca de um ano indicada pelas entidades envolvidas.
Com informações de g1.globo.com.
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Matéria produzida pela redação com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes oficiais, e revisada antes da publicação.











